SEMATEQA: Criando um novo espaço para aprender e ensinar


No período de 07 à 17 de novembro de 2016, aconteceu no Colégio Borell, em Ponta Grossa, a Semana dos Técnicos em Química e Alimentos (SEMATEQA).O evento foi promovido pela Coordenação dos cursos, juntamente com a direção e com os professores do colégio, contando com a presença dos alunos de todos os anos dos referidos cursos e com o apoio da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Ponta Grossa (UTFPR).

Entre os dias 07 e 11 de Novembro, alunos dos cursos técnicos participaram de palestras, atividades e minicursos nas Universidades e no colégio. Segundo a Professora Enelise Aparecida Staron, Coordenadora do Curso Técnico em Alimentos, a interação dos alunos da escola com os professores da Universidade é muito importante, pois lá eles têm o contato com muitos equipamentos e com atividades restritas somente à Universidade.

Durante os dias 16 e 17 de novembro, os alunos dos cursos técnicos se dedicaram muito para  apresentação de trabalhos, que foram desenvolvidos ao longo do ano e relacionados às disciplinas teóricas e práticas dos seus cursos. Para isso eles se dividiram em grupos para explorar a diversa gama de aplicações técnicas e experimentos, relacionados com as suas formações. Todos os trabalhos elaborados foram apresentados para os alunos do ensino fundamental e médio do colégio. De acordo com a Professora Daniele Nascimento, Coordenadora do Curso Técnico em Química, essa troca de experiências entre os alunos, o incentivo à pesquisa para além do livro didático e do quadro de giz, o contato com todos os professores, a busca pelo aprendizado prático e a socialização que ocorre entre os dois cursos, é o verdadeiro legado que a SEMATEQA busca deixar para o colégio.

Quando indagada pela sua experiência na SEMATEQA, a aluna Inaiele Mendes da Luz 3º ano do Técnico em Química, destaca: “Esse ano foi o melhor, pois foi mais aprofundado em minicursos (...), a gente teve que estudar bastante pra apresentar para os alunos do ensino regular, assim incentivando esses alunos a participarem dos cursos técnicos (...). E na SEMATEQA você vê melhor outras áreas alternativas da química que você não vê na sala de aula, esse ano, por exemplo, vimos a Química na guerra, a Química do Universo e a Química do Egito (...). A Questão da pesquisa também acrescentou na minha formação, pois tivemos que fazer um resumo, ter referências, dessa forma tendo que ter um embasamento pra desenvolver a pesquisa”.

Com sua primeira experiência na SEMATEQA, a aluna Maria Eduarda Pereira do 1º ano do Curso Técnico em Alimentos destaca: “Achei que foi bem legal, na parte de podermos conhecer outras coisas, vendo não só o que a gente fez, mas também dos colegas da escola inteira, foi bem interessante; a SEMATEQA me acrescentou novos conhecimentos em outras áreas, até o nosso trabalho que está relacionado com matéria que a gente vai ter no ano que vem e foi bem importante à gente já ter ideia do que ainda vamos ter”.

A aluna Thábata Moraes Lins, do 4º ano do Curso Técnico em Química, diz que: “Bem, como é minha ultima SEMATEQA, foi uma semana histórica pra mim, fizemos sobre o Egito e além de aprender o conteúdo vou levar para minha vida a parte de trabalhar em grupo, a sala estava bem unida, todos ajudaram a organizar a sala e eu achei que foi um trabalho legal. Desde o ano passado a gente queria fazer sobre o Egito, pois é um tema que aborda muita  química, pois a química nasceu no Egito, então a gente quis pegar as raízes pra mostrar para o pessoal onde surgiu tudo isso”.

Os alunos do ensino fundamental e médio elogiaram muito as apresentações, destacando o esforço de cada grupo. A aluna Maria Eduarda Machado do 1º ano D diz que: “É uma coisa bem interessante fazer essas coisas no colégio, pois a gente aprende mais com pessoas da nossa idade explicando do que com um professor normal na sala de aula, tendo coisas que eu não sabia e que aprendi assistindo a SEMATEQA”. Já o aluno Lucas Carvalho do 1º ano C diz: “Eu assisti um pouco do ano passado e eu acho que a SEMATEQA desse ano foi bem melhor”. A aluna Bianca Aparecida Pereira do 9º ano A elogia todos os trabalhos, dizendo: “Os trabalhos estavam perfeitos, as salas estavam impecáveis, os alunos estão de parabéns, pois sabemos que tudo o que fizeram foi de muito trabalho e de muita dedicação por parte deles”.

  O PIBID de Biologia do Colégio Borell, parabeniza todos os envolvidos na SEMATEQA, principalmente às Coordenações dos Cursos Técnicos pelo desenvolvimento dessa semana que possibilitou à comunidade escolar adquirir conhecimentos e consequentemente trocar experiências através do diálogo e da prática.
 

Figura 01: Alunos do 4º ano do Técnico em Química, na apresentação sobre o Egito
Fonte: Direção Borell
 
Figura 02: Alunos do 4º ano do Técnico em Alimentos, na apresentação sobre Fermentações
Fonte: Direção Borell

Figura 03: Alunos dos Cursos técnicos em apresentação sobre os “Malefícios do Cigarro”
Fonte: Direção Borell
 
Texto redigido por Lucas Luiz de Souza.
Publicado por Isabela Cogo.
Colaboração de Bianca Oliveira.
 

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OCUPAR É RESISTIR

“Sobrenome Borell
        Era apenas um prédio qualquer, onde muitas histórias vivenciamos, mas ainda era um prediozinho meio sem graça, onde passamos muito tempo frequentando.
        Mas em certo momento, vimos que ele estava sendo parte fundamental de nossa história e de quem somos.
        Então veio a nossa primeira noite, as coisas começaram a mudar, estávamos unidos, fortes, começamos a compartilhar tudo, desde colchões, cobertores, até mesmo nossas histórias e nossos corações.
        As refeições não eram mais apenas momentos para se alimentar, tornaram-se momentos para contar algo que aconteceu durante a ronda, a limpeza, o preparo das refeições e o que houve durante as oficinas - e aulões -, o que não estávamos percebendo era que vivenciávamos momentos de família.
       A pior parte era deixar o nosso novo lar, para voltarmos para casa, o coração apertava, a preocupação com os novos irmãozinhos angustiava, nas mensagens em grupo sempre surgia as perguntas “Como vocês estão? Está tudo bem? Precisam de alguma coisa?”.
      E de mansinho os laços foram se tornando mais fortes, amizades nasceram e outras cresceram.
     Sabe aquele prediozinho qualquer? Ele tornou-se nosso lar, um dos melhores lugares para estar entre amigos.
     O salão nunca mais será o mesmo, pois nele vivenciávamos grandes momentos, da alegria ao medo, dos risos aos choros.
     Quando o sinal soar, juntos recordaremos os momentos de união, os risos, as piadas e a história que juntos começamos a construir.
      Lágrimas foram divididas, sorrisos proporcionados, medos compartilhados e uma grande família foi formada.
     Assim, será até depois do fim de nossa luta, juntos carregaremos com orgulho nosso sobrenome invisível, Borell.”
O texto acima foi escrito pela estudante secundarista Larissa de Oliveira, uma das ocupantes do Colégio Professor João Ricardo Von Borell du Vernay, em Ponta Grossa, Paraná. Larissa relata a experiência pessoal que os alunos provaram no tempo que passaram juntos, ocupando, lutando e resistindo no colégio. Sim, resistindo. Porque ocupar é resistir. Em todos os sentidos. Resistir as fortes críticas midiáticas e da própria comunidade, inclusive de muitos da própria escola – pela qual o movimento luta. Resistir ao sofrimento do próprio ‘ocupar’, uma vez que sair do conforto de casa e mudar-se para um colégio, não é a melhor coisa do mundo; depender de doações para a alimentação, passar as noites dormindo em colchões acomodados no chão de uma sala, organizar agenda de atividades (aulões e oficinas), organizar a limpeza, organizar a cozinha, organizar isso e aquilo. Aguentar o esgotamento físico e emocional diário. R-E-S-I-S-T-I-R. Para tanto, foi necessário muita força e união, e isso é bonito de se ver: a dor os transformou em pleno amor. Politizados e cientes do que estavam fazendo, engajaram-se à luta do forte movimento estudantil principalmente contra a Medida Provisória nº746/2016, que reformula o atual Ensino Médio. Ocupado desde o dia treze de outubro deste ano até o dia vinte e seis do mesmo mês, o Colégio Borell foi palco de um movimento que fez jus ao seu “sobrenome invisível”, demonstrando garra e responsabilidade, justiça e muita aprendizagem: seja ela política, cidadã, pedagógica ou simplesmente pessoal, pois união, gratidão e empatia, também é formação.
Figura 1. Oficina de pintura realizada durante a ocupação.
Fonte: Imagem disponibilizada pelos estudantes.  

Figura 2. Cronograma das refeições durante a ocupação.
Fonte: Imagem disponibilizada pelos estudantes. 

Figura 3. Frente do Colégio Borell durante a ocupação.
Fonte: Imagem disponibilizada pelos estudantes. 

Texto redigido por: Isabela Cogo.
Colaboração: Lucas Teixeira e Larissa de Oliveira (estudante secundarista).
Publicado por: Isabela Cogo.

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Oficina de gênero e combate à homofobia no Colégio Borell

Hoje em dia o debate sobre diversidade sexual, gênero e homofobia, pede uma atenção especial dos professores. A escola como um ambiente de formação deve suscitar essas discussões para evitar a violência, a discriminação e/ou o preconceito.  
Nas últimas semanas os pibidianos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, aplicaram no Colégio Borell, em Ponta Grossa, oficinas sobre gênero, diversidade sexual e combate a homofobia, com o intuito de informar e sensibilizar os alunos sobre o referido tema.
Para isso, realizou-se uma apresentação prévia dos conceitos que foram mostrados de forma expositiva-dialogada, para que os alunos compreendessem as terminologias que por muitas vezes são utilizadas de modo equivocado e polissêmico. Posteriormente foi aplicada uma atividade, em que foi solicitado aos alunos que montassem dois personagens, os quais deveriam ser criados a partir de sua criatividade, e do conhecimento que foi obtido com a apresentação da oficina.
Para a finalização, cada grupo mostrou ao restante da turma o personagem que elaboram, contando sobre sua história, vida pessoal e social.

               (Fonte: PIBID-Bio UEPG/ Borell 2016)


             (Fonte: PIBID-Bio UEPG/ Borell 2016)

             (Fonte: PIBID-Bio UEPG/ Borell 2016)

Texto redigido por: Bianca Oliveira e Lucas Souza

Publicado por: Isabela Cogo  

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COMBATE A VIOLÊNCIA

Violência é qualquer constrangimento exercido sobre uma pessoa para levá-la a praticar algo contra sua vontade. Esse constrangimento pode ser físico ou moral com uso de força e coação. Os efeitos causados pelas agressões vão além dos danos físicos, pois não se restringe apenas a forma física, mas também a verbal, psicológica, bullying, cyberbullying entre outras, com isso danos graves afetam o psicológico da criança, deixando sequelas (SANTOS JUNIOR, 2014). Portanto, “a violência é violação da integridade física e psíquica, da dignidade humana de alguém” (CHAUÍ, 1995, p.337).
No momento atual, a violência é um fenômeno que se observa com frequência crescente em todos os domínios da vida social. Esse fenômeno também ocorre na escola, onde professores e alunos vivenciam no seu cotidiano diferentes formas de violência (GONÇALVES et al., 2005). Exemplos de atos considerados violentos por professores e alunos são descritos por Laterman (s/a), sendo estes: agressão verbal entre alunos e alunos e professores, brigas com socos, empurrões e pontapés, furto de material escolar e ameaças entre os alunos. As brigas cotidianas ocorrem em qualquer lugar dentro da escola, inclusive durante as aulas, mesmo com a presença do professor. Os motivos das brigas são banais, fofocas, mal-entendidos, algum bem material (relógio, por exemplo), fatos ocorridos fora da escola, namoros, brincadeiras agressivas, entre outros.
Visto que a escola é o espaço por excelência em que o indivíduo tem possibilidades de vivenciar de modo intencional e sistemático formas construtivas de interação, adquirindo um saber que propicie as condições para o exercício da cidadania (GONÇALVES et al, 2005). Fica claro a necessidade de se discutir a temática violência que é tão presente na realidade das escolas.
Pensando nisso, nas últimas semanas do mês de maio de 2016, no Colégio Estadual Professor João Ricardo Von Borell du Vernay, os alunos do PIBID de biologia confeccionaram um painel explicativo, contendo os tipos de violência que podem ocorrer tanto dentro como fora da escola, bem como os números utilizados para denúncia nacional e estadual e do conselho tutelar. O painel foi exposto no muro do Colégio em um local bem visível, com o intuito de chamar a atenção dos alunos.
Os tipos de violência abordados foram:
• Violência Física: acontece quando o agressor pratica uma omissão ou uma ação que coloque em risco fisicamente o agredido, podendo ser com força física e/ou com armas que sejam capazes de mutilar o corpo da vítima de várias maneiras causando dor e hematomas corpóreos.
• Violência moral: podendo não deixar marcas físicas no corpo, a violência moral prejudica o psicológico, deixando enormes cicatrizes na alma. Esse tipo de agressão pode ser uma calúnia, que é apontar um falso ato para o agente agredido, a difamação, que é quando o agente agressor aponta atos que prejudicam a reputação da vítima e a injúria, que é reconhecida quando a dignidade do agente agredido é ferida.
• Violência sexual: esse meio de violência é identificado quando a vítima afirma que está sendo agente de atos sexuais não desejáveis, participando de modo ativo ou passivo, ou seja, quando está mantendo relação sexual, assistindo alguém se relacionar sexualmente, usar contraceptivos indesejavelmente, ser forçada a qualquer ato sexual, assédio, comercialização de sua sexualidade, entre outros, que são feitos contra a vontade do agredido. 
Figura 01: Painel de Combate a violência que foi exposto no Colégio Estadual Professor João Ricardo Von Borell du Vernay.
Fonte: acervo pessoal dos alunos.

GONÇALVEZ, Maria Augusta S. et al. Violência na escola: Práticas educativas e formação do professor. Cadernos de Pesquisa, São Leopoldo, v. 35, n. 126, p.635-658, set./dez. 2005 .
LATERMAN, Ilana. Violência na escola. Disponível em: < http://www.portalanpedsul.com.br/admin/uploads/1998/Educacao_e_questoes_de_cultura/Trabalho/09_37_41_VIOLENCIA_NA_ESCOLA.pdf>. Acesso em: 06/09/16.
SANTOS JUNIOR, Luiz Carlos. Formas de violência nas escolas. Revista Científica da Fundação Educacional de Ituverava: Nucleus, Ituverava, v. 11, n. 2, p.134-146, out. 2014.
Texto redigido por: Isabela Cogo, Lucas Teixeira e Tainá Bobato Stadler.
Publicado por: Isabela Cogo.

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CLUBE DE MENINAS

Na manhã de sábado do dia 16 de Abril de 2016, aconteceu o primeiro encontro do Clube de Meninas do Colégio Borell, de Ponta Grossa. Esse encontro contou com a participação de alunas e professoras do colégio, e bolsistas do PIBID de Biologia da UEPG.
O clube é uma proposta idealizada pela diretora auxiliar e a professora de Sociologia do colégio que tomaram para si a causa feminina e a importância de tratar alguns assuntos que muitas vezes não se tem a oportunidade de discutir em sala de aula. Como o próprio nome diz, é um clube para meninas, no qual todas terão a oportunidade de se descobrir como mulheres, de expressar suas opiniões e se empoderar.
A proposta dos encontros do clube é tratar de assuntos voltados à condição feminina na atualidade, onde a mulher, muitas vezes se sente reprimida, ameaçada e acaba se calando diante algumas situações. Então, para isso serão realizadas atividades de oficinas, círculos, palestras, rodas de conversas voltadas para o feminismo, ecofeminismo, alimentação, ciclo menstrual, sexualidade, gênero, violência contra mulher etc. Assuntos esses que ainda são considerados tabus para muitas pessoas.
Nesse primeiro momento foi um encontro para as meninas entenderem como este clube irá funcionar, quais atividades serão realizadas, já iniciando com uma atividade em forma de círculo. O tema escolhido para o círculo foi a autoestima, que proporcionou às meninas a oportunidade de falar e ouvir acerca desse tema por meio da partilha de idéias e vivencias de cada uma, favorecendo o autoconhecimento.
Ao término do encontro as meninas se declararam entusiasmadas, felizes e realizadas com o clube e ansiosas para os próximos encontros e atividades que serão desenvolvidas, apresentando boas expectativas diante a proposta.


Texto por: Fernanda Mendes Ferreira

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O FANTÁSTICO MUNDO DOS INVERTEBRADOS


    Visando propor uma atividade mais dinâmica, despertando maior interesse dos alunos, foi realizado nos dias 21 e 22 de Outubro, com as turmas do segundo ano do ensino médio do Colégio Borell um jogo didático com o conteúdo de invertebrados.
   Em um primeiro momento desenhamos um tabuleiro no chão da quadra do colégio levamos uma turma de cada vez, pedimos que se dividissem em grupos e escolhessem um representante de cada grupo. Esse representante seria a peça do tabuleiro que iria andar pela trilha. O representante jogava o dado e andava o número de casas correspondente, a cada casa que parasse tinha que responder uma pergunta relacionada ao conteúdo de invertebrados.

  Realizamos essa atividade com proposito de revisar os conteúdos já estudados pelos alunos, de uma forma mais interativa, para verificar o que realmente eles haviam aprendido e se ainda restavam dúvidas a serem sanadas.

   E como uma atividade de fixação de conteúdo, montamos uma mostra no laboratório do colégio, na qual expomos alguns animais representantes de cada filo de invertebrados, materiais que foram emprestados da Universidade do laboratório de zoologia. Também apresentamos alguns vídeos com algumas curiosidades desse fantástico grupo de animais.


   Realizar atividades diversificadas fugindo um pouco daquela rotina de conteúdos em sala de aula, apresenta-se como um incentivo e nota-se o maior interesse dos alunos, pois muitas vezes eles se sentem intimidados naquele ambiente, e promovendo atividades diversificadas provoca uma aproximação entre eles e uma melhor desenvoltura dos mesmos.

Texto por: Fernanda Mendes Ferreira
Organizado e publicado por: Erick Parize

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CONCLUSÃO DO PROJETO GREVE - UMA AULA NA RUA

O ano de 2015 foi histórico para a Educação paranaense. Professores e servidores saíram à luta pelas ruas do estado reivindicando melhores condições de trabalho, data base, SAS, Paraná-previdência, massacre de 29 de abril, entre outros.


Com o intuito de relembrar o momento e aguçar uma consciência crítica foram elaborados dois jornais com as turmas de sétimos anos A e B do Colégio Estadual Linda Salamuni Bacila. Os títulos escolhidos pelos alunos foram: ALTAS HORAS EM GREVE, na turma do sétimo ano A e GREVE NEWS, para a turma do sétimo ano B.



Inicialmente fizemos uma intervenção questionando os educandos acerca do que estes sabiam referente ao movimento, motivos, pensamentos da família, redes sociais, mídia em geral e suas próprias opiniões.



Foi proposto que divididos em grupos eles deveriam pesquisar sobre a pauta da greve, ocorrência de greves passadas, massacre do dia 29 de abril, que produzissem uma charge e também coletassem depoimentos de familiares, professores, funcionários da escola e comunidade em geral.


Os alunos utilizaram internet disponibilizada pela escola, jornais como modelo para confecção do jornal da turma e textos publicados pela mídia.
Após os alunos coletarem as informações, os pibidianos responsáveis pelas turmas fizeram a montagem do jornal.



Os alunos receberam o jornal com mito entusiasmo por terem sido eles os responsáveis pela produção e por poderem mostrar para pessoas de fora da escola o próprio trabalho. Pudemos perceber que os mesmos tem uma opinião diferente da exposta na primeira intervenção.




É importante realizar atividades referentes a conteúdos diversos, principalmente os que relacionam a vida da comunidade como um todo, para que se possa pensar em um futuro com pessoas críticas e cientes de seu papel na sociedade. 


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APLICAÇÃO E FECHAMENTO DO PROJETO GREVE


Vivemos um momento histórico da educação pública no estado do Paraná. Professores trocaram as salas de aula pelas ruas afim de reivindicar seus direitos e lutar por melhorias no sistema de ensino. Esse período histórico não deve passar despercebido nas escolas, o momento de discutir, e iniciar uma educação política de qualidade é agora, para que futuramente tenhamos cidadãos críticos e conscientes.

Visando materializar as informações e opiniões formadas durante esse período, propomos que alunos de ensino médio desenvolvessem um jornal, onde neste esclareceram termos que fizeram parte da pauta de reivindicações dos professores como paraná-previdência, data-base, SAS, e o massacre sofrido pelos professores no dia 29 de abril de 2015, além de poderem expor a opinião deles.

Alunos durante a montagem do jornal
O primeiro contato com a turma se deu por meio de uma metodologia chamada “Estudo de Caso”, dentro dessa metodologia era exposto casos sobre a greve, mas não mencionando o assunto, para perceber a reação dos alunos, após esse primeiro impacto foram feitas perguntas oralmente a fim de levantar dados quanto a opinião dos alunos e seus familiares sobre a greve, como eles se posicionaram, o que conhecem em relação ao Paraná Previdência, pacotaço, data-base, se acham que greve é eficaz na conquista de direitos, entre outros. Em seguida, através da metodologia de trabalho em grupo GVGO propôs-se uma discussão em sala sobre os dados levantados, a fim de esclarecer dúvidas e definirmos os conceitos.

Alunos durante a montagem do jornal
Disponibilizou-se materiais informativos aos alunos notícias, textos dissertativos desse período, e foi sugerido que os alunos desenvolvessem um jornal, com textos, imagens, colunas, entrevistas com professores, etc. Tudo feito por eles com uma linguagem de fácil assimilação, para a comunidade escolar. O mesmo foi disponibilizado após o término para a turma participante para a disseminação.

Segue abaixo fotos do material produzido, segundo as concepções do 2º D.






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LANÇAMENTO DO LIVRO "MASSACRE 29 DE ABRIL"


Na noite de 29 de junho, estivemos presentes no lançamento do livro "Massacre 29 de abril" onde os organizadores expuseram registros fotográficos dos acontecimentos terríveis do dia 29 de abril de 2015, onde professores foram severamente reprimidos durante uma manifestação em praça pública, estes lutavam por seus direitos garantidos em constituição, além de buscar melhorias para o ensino. Nesta ocasião foram muitos os feridos fisicamente, e outros tantos feridos em moral e dignidade. Com esse registro em formato de livro, pode-se apresentar ao público que não esteve presente, um pouco do cenário enfrentado pelos servidores públicos, trata-se de uma importante obra que visa a divulgação de fotografias desse episódio que não deve ser esquecido, que marcou negativamente a história política da educação pública no estado do Paraná. 

A data de lançamento não é um acaso, visto que nesse dia faziam exatos 60 dias desde o ocorrido.
Durante o evento, foram lembrados e homenageados professores, fotógrafos, estudantes e outras pessoas que estiveram diretamente envolvidos no massacre de 29 de abril e também no projeto de elaboração do livro.

Nós enquanto membros do PIBID, estivemos prestigiando esse trabalho, representando um grupo de acadêmicos que estão diretamente ligados a educação básica, e que apoiamos nossos colegas professores na defesa de uma educação pública de qualidade.



#FicaPIBID

Aproveitou-se também este evento para fortalecer a ação e participação do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a docência), como um grande autor do melhoramento do ensino na educação.






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ATIVIDADES PLANEJADAS E DESENVOLVIDAS DURANTE A GREVE

Equipe Linda Bacila e Borell: Ana Carolina Moreira, André Micharki, Erick Parize, Debora Los, Jean Fernandes e Karine Sperling.
Supervisora: Adriana Ribeiro Ferreira Rodrigues

Equipe Arnaldo Jansen: Guilherme Ruiz, Micheli Almeida, Natalia Paula do Vale, Yasmin Fidler, Rafale Ribeiro, Daiane Schupchek
Supervisora: Tânia Serenato

Coordenadora: Marcela Teixeira Godoy



Durante esse período greve que ainda continua nas Universidades estaduais do estado do Paraná, os Bolsistas PIBID Biologia desenvolveram alguns projetos pensando em seu retorno as escolas.

Atividade sobre a greve para ser desenvolvida pelos alunos:


Depois de todo esse conflito gerado pelo governo sobre os professores paranaenses, vê-se a necessidade de fazer uma intervenção sobre os motivos que levaram a essa greve e explanar para os alunos, pais e comunidade que muitas vezes se mostram alheios ao que esta acontecendo atualmente politicamente no estado, dando os a chance de pensar para formar cidadões críticos, a seguir alguns projetos para serem aplicados nas respectivas escolas.


Borell e Linda Bacila:

Proposta pedagógica: Jornal em sala de aula....
Vivemos um momento histórico da educação pública no estado do Paraná. Professores trocaram as salas de aula pelas ruas afim de reivindicar seus direitos e lutar por melhorias no sistema de ensino. Esse período histórico não deve passar despercebido nas escolas, o momento de discutir, e iniciar uma educação política de qualidade é agora, para que futuramente tenhamos cidadãos críticos e conscientes.

Visando materializar as informações e opiniões formadas durante esse período, estamos propondo que alunos de ensino médio e fundamental desenvolvam um jornal, onde neste deverão esclarecer termos que fizeram parte da pauta de reivindicações dos professores como paraná-previdência, data-base, SAS, e o massacre sofrido pelos 

professores no dia 29 de abril de 2015. Esses termos serão discutidos em sala de aula e textos explicativos, alem de manchetes de jornais, sites serão disponibilizados para que os alunos tenham material de pesquisa.

Será sugerido também que os alunos entrevistem professores, funcionários da escola, colegas e pais para que diversas opiniões sejam expostas. O jornal impresso deverá ser disponibilizado para a comunidade escolar.

Entendemos que com esse trabalho os educandos poderão se conscientizar sobre o que realmente aconteceu durante o período de greve,além de possibilitar um momento de discussão e aprendizagem sobre essas vivencias, trocas de experiências e ideias, enfim utilizar um meio de veiculação de informação, produzido inteiramente pelos alunos, para registrar esse marco na história da educação do Paraná.


Texto por: Ana Carolina Moreira



Autor do vídeo: André Micharki 


Arnaldo Jansen:

Greve, escola, professores e educação
A greve dos professores no Paraná demonstrou a força e capacidade de uma classe lutar pelos seus direitos. Este projeto “Greve, escola, professores e educação” tem como finalidade explicar aos alunos quais foram os reais motivos da greve assim como ver a visão que os mesmos carregam sobre ela.

Uma das principais reivindicações da greve era pro governo estadual retirar do Legislativo o projeto de lei que muda a previdência dos servidores... 

Para explicarmos isso aos alunos será feita uma dinâmica. Na qual todos os alunos receberão um pirulito, mas só podem degustar o mesmo no fim da aula, alguns minutos depois de receberem o doce os professor irá dizer que esses pirulitos não são dos alunos, mas sim dele e irá passar pegando o doce de todos, a fim de demonstrar uma comparação ao acontecimento.

A previdência é um fundo capitalizado, no qual os servidores e estado contribuíam mensalmente para pagar suas aposentadorias, os servidores que utilizariam da Paraná Previdência foram passados para o fundo financeiro afim de que o governo utilizasse o dinheiro da previdência com despesas a curto prazo.
Em primeiro plano será feita uma breve explicação sobre nosso projeto na sala de aula, explicando conceitos gerais sobre a greve para que possamos então abrir a questão para que os próprios alunos nos digam por que acham que houve a greve, quais foram seus motivos e se a mesma foi mesmo necessária. 

A seguir haverá uma explicação mais minuciosa sobre os as motivações e atos que levaram a greve, utilizando o quadro negro para fazer uma palestra e colocando em pauta conceitos como previdência, tratoraço e pacotaço. 

Ao se terminar a explicação será feita uma dinâmica para melhor entendimento da previdência, aonde serão distribuídos pirulitos para todos os alunos da turma. Após um breve momento será dito que os pirulitos não são para uso deles, mas sim pertencem ao professor, que prometeu para eles mas agora irá retirar o doce de todos. 

A dinâmica terá como objetivo mostrar aos alunos uma relação/comparação com o ocorrido no Paraná Previdência à mesma. 

Em um segundo momento se dará inicio a aula perguntando novamente aos alunos o que eles sabem sobre os ocorridos na greve e no governo Beto Richa, baseando-se no que sabiam antes e depois da primeira explicação. 

A seguir será passado um vídeo feito pelos bolsistas pibid para melhor deixar a entender os fatos do dia 29/04, o “massacre dos professores” mostrando fatos reais com um pouco de humor para mostrar a horrível realidade em nosso atual desgoverno.

ANEXO: Slides (Clique Aqui)


Texto por: Guilherme Ruiz



Atividade Arte e Ciência:


Seria possível relacionar dois mundos que parecem tão distantes, se olharmos com outros olhos pode-se ver arte em todo lugar, alem da subjetividade da palavra arte, cientistas usam dessa ferramenta de diversas formas para expressar suas ideias.

Durante o renascimento tivemos a clara-relação entre arte e ciências. Alguns nomes que misturam os dois campos são Brunelleschi, Pisanello, Leonardo, Dürer e até mesmo Galileu. A intervenção da perspectiva do claro-escuro foi crucial para que as observações empíricas e os registros que fundamentaram a ciência. (REIS et al. 2006)

Então pensou-se porque não empregar esses "dois mundos" dentro da sala de aula, algumas atividades já foram desenvolvidas e outras irão tomar forma.


Arnaldo Jansen:

Arte e suas expressões na ciência: Escultura

O projeto “arte e ciências” têm como finalidade promover os alunos a realizar trabalhos envolvendo a concepção de arte em temas científicos promovendo subtemas específicos em sua extensão. 

“Arte” pode ser abordada como qualquer manifestação de ordem estética, tendo como objetivo estimular o interesse ou a consciência de um espectador. O projeto tem como intenção fazer com que os discentes usem de sua criatividade para que, com os materiais disponibilizados, apliquem suas ideias na forma de expressão artística escultural com os conhecimento já possuídos na disciplina de ciências. 

A escultura é classificada como a 4ª arte, representando e ilustrando imagens tridimensionais, trabalhando com o volume do material. A mesma sempre foi trabalhada com uma diversidade de materiais como o mármore, bronze e madeira, mas por questões de praticidade na abordagem didática, se escolheu o uso da argila. 

Os grandes nomes dentre a escultura em tempos antigos, como Leonardo da Vinci e Donatelo, são renomados por sua arte em obras grandes, com materiais e técnicas aplicadas a estruturas pesadas. Portanto tomamos como base as obras de uma artista contemporânea, Beth Cavener Stichter, renomada por suas obras feitas em argila, geralmente representando animais em grande complexibilidade. 

Tomando tal conceito, os discentes escolherão quaisquer temas dentro da ciência já trabalhados por eles, sendo estes podendo ser os mais diversificados, buscando conhecimentos empíricos de assuntos já estudados a serem colocados na prática, em um modelo palpável, através da argila.

Primeiramente será lançada a proposta para a oficina nas turmas a serem trabalhadas com o ponto de arrecadar alunos do 6° e 7° ano. Os mesmo terão uma pequena palestra com uma explicação do objetivo do trabalho e o que será feito no decorrer da oficina.A oficina ocorrerá em dois momentos, a aula introdutória teórica e a prática, que ocorrerão em três aulas. 

A primeira aula será o momento de introdução teórica, aonde será trabalhado os conceitos de arte e ciência assim como toda a ideia por trás do projeto e as introduções para o trabalho a ser feito na prática, visando esclarecer quaisquer dúvidas e deixar claro o motivo de os alunos estarem ali. No decorrer da primeira aula também serão divididos os grupos para confecção da prática e assim como a divisão e escolha dos temas a serem trabalhados. 

A segunda aula dará o início as práticas, com as turmas divididas nos grupos previamente separados, um orientador para cada grupo estará supervisionando e ajudando os alunos, que estarão trabalhando com o molde de argila com os temas escolhido por eles. 

Após a segunda aula os trabalhos serão levados para secagem e preparação para a terceira aula. Na terceira aula os alunos trabalharão da mesma forma que a segunda, porém com a pintura das esculturas de argila previamente montadas. 

Prontas as esculturas será realizado uma exposição para que esses modelos artísticos sejam apresentados para todo o Colégio, durante a mesma os visitantes avaliarão os trabalhos com um pedaço de papel que será lhes dado na entrada da exposição. Os avaliadores escreverão o nome da obra e do aluno e depositarão em uma caixa. 

Ao final da exposição serão contados os votos e os elaboradores das três obras mais votadas receberão um prêmio.

Texto por: Guilherme Ruiz


Borell e Linda Bacila:

Proposta pedagógica: Direito Animal uma discussão necessária.

O movimento pelos direitos dos animais, iniciado na década de 70 do século passado, vive hoje um momento de consolidação teórica, gerando ásperos debates nos campos da Bioética e do Biodireito.(LACERDA, 2012,p..38). Admitir que animais possuem direitos, é admitir que esses tem direito à vida e consequentemente devem ser tratados com respeito. Iniciar uma discussão sobre esse tema faz-se necessário, segundo Godoy e Jacobs (2012,p.42), "Os animais não humanos sofrem as conseqüências de um especismo eletivo e elitista desde os tempos mais remotos. A educação formal reforça esses preceitos ao reproduzir um modelo antropocêntrico em seus documentos oficiais, livros didáticos e currículos.", deste modo entendemos que para que haja uma educação formal consciente e ética relacionado aos animais uma abordagem não especista deve ser realizada, afim de esclarecer sobre a defesa dos direitos animais (dda's), desenvolver um pensamento críticos dos educandos sobre o tema, e apresentar a realidade vivenciada pelos animais não humanos hoje, que vem sendo utilizados como comida, roupas, entretenimento e experimentações científicas (Tom Regan, Jaulas Vazias), enfim levar uma temática atual que exige discussão até a sala de aula.
Como proposta metodologica de trabalho, utilizaremos a arte (literatura) para apresentação do tema, através da crônica "da utilidade dos animais" de Carlos Drummond de Andrade, afim de iniciar uma apresentação e discussão do tema, a partir disso outros recursos como videos, imagens e reportagens serão utilizados.

Para que os alunos possam expressar suas opiniões formadas a partir das intervenções, duas oficinas serão executadas, onde a partir da arte, os educandos poderão expor o que aprenderam, uma oficina utilizará a arte de quadrinhos para representação de ideias, e uma segunda oficina utilizará fotografia afim de registrar maus tratos à animais no entorno da escola.

Com esse trabalho busca-se proporcionar um momento de discussão sobre DDA's além de contribuir para a formação crítica dos educandos, para que esses possam ser conscientes na sociedade em que vivem.

Texto por: Ana Carolina Moreira

Oficina com materiais recicláveis.

Arte pode ser feita das mais variadas maneiras e formas, alguns artistas em suas obras artísticas utilizam materiais recicláveis,literalmente, coletam materiais muitas vezes do lixo, o que é lixo para você para ele pode ser o acabamento de sua obra. Com esse intuito você pode conferir abaixo uma oficina que visa trabalhar com os alunos a arte com materiais recicláveis, mostrando que muitas coisas podem ser reaproveitadas, assim trabalhando a questão ambiental. Abordar a questão ambiental atualmente em sala de aula, como consumo consciente, reciclagem, etc; tem grande importância na formação cidadã dos alunos, preparando-os assim indivíduos conscientes que respeitam o meio ambiente e sabem aproveitar de maneira consciente os recursos a sua disposição.

ANEXO: Slides (Clique Aqui)

Crônica: Da utilidade dos animais – Carlos Drummond de Andrade

Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo­a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca… Todos ajudam.
–  Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
–  Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pêlo se fazem perucas bacanas. E a carne, dizem que é gostosa.
–  Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
–  Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
–  Ele faz pincel, professora?
–  Quem, o texugo? Não, só fornece o pêlo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru:
–  Bolsas, mala, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente. Não falando da carne. Canguru é utilíssimo.
–  Vivo, fessora?
–  A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz… produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pêlo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.
–  Depois a gente come a vicunha, né fessora?
–  Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a crescer…
–  A gente torna a corta? Ela não tem sossego, tadinha.
–  Vejam agora como a zebra é camarada. Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?
–  A carne também é listrada?­ pergunta que desencadeia riso geral.
–  Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pingüim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza. Pensam que só serve para brincar? Estão enganados. Vocês devem respeitar o bichinho. O excremento – não sabem o que é? O cocô do pingüim é um adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito da gordura do pingüim…
–  A senhora disse que a gente deve respeitar.
–  Claro. Mas o óleo é bom.
–  Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.
–  Pois lucra. O pêlo dá escovas é de ótima qualidade.
–  E o castor?
–  Pois quando voltar a moda do chapéu para os homens, o castor vai prestar muito serviço. Aliás, já presta, com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar de um bom exemplo.
–  Eu, hem?
–  Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living da sua casa.
Do couro da girafa Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pêlos da cauda para Tereza fazer um bracelete genial. A tartaruga­marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não cauculam. Comem­se os ovos e toma­se a sopa: uma de­lí­cia. O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa. O biguá é engraçado.
–  Engraçado, como?
–  Apanha peixe pra gente.
–  Apanha e entrega, professora?
–  Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
–  Bobo que ele é.
–  Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá­los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
Entendi, a gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pêlo, o couro e os ossos.


Referências:

(Texto extraído de Drummond, Carlos de. De notícias e não notícias faz­se a crônica.
Rio de Janeiro, José Olympio, 1975)
http://vista­se.com.br/da­utilidade­dos­animais­carlos­drummond­de­andrade/

GODOY,M; JACOBS,A. Animais não humanos e ensino de ciências:uma experiência desenvolvida com educadores na extensão universitária. Revista Educação e Cidadania.Nº14. 2012

LACERDA,B. Pessoa, dignidade e justiça: a questão dos direitos dos animais .Revista Ética e Filosofia Política. nº15.v.2.2012.

REGAN, T. Jaulas vazias: encarando o desafio dos direitos dos animais. Porto Alegre: Lugano, 2006

REIS, J. C.; GUERRA, A.; BRAGA, M.. Ciência e arte: relações improváveis?. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro , v. 13, supl. p. 71-87, Oct. 2006.



Modelos de camisetas:


Durante o Fórum das Licenciaturas, evento que ocorre todos os anos na Universidade Estadual de Ponta Grossa, os alunos terão a oportunidade de fazer camisetas durante o evento e leva-las para casa, cada camiseta representando um PIBID dentro da instituição, e aqui estão alguns modelos propostos e elaborados pelos bolsitas PIBID Biologia.


Borell e Linda Bacila:



Arnaldo Jansen:


Trilha da vida:


Outra atividade a ser aplicada e desenvolvida durante o Fórum, é levar alguma dinâmica para ser aplicada durante o evento, a proposta apresentada se trata do chamado trilha da vida. Que consistiria em que pessoas com os olhos vendados passassem por um caminho experimentando diversas sensações, boas ou ruins, se conectando com a vida, natureza e ambiente e ao final cada pessoa terá que descrever seus sentimentos após passar pelo percurso.

Confeccção do Livro de Chamada:


Uma atividade proposta pelas coordenadoras do PIBID Biologia UEPG, durante esse período de greve, foi a elaboração de um livro de chamada, utilizado por todos os professores. Com a finalidadaa de que os bolsistas se familiarizassem com esse material.

Leituras e Estudos dirigidos:


Entre diversos textos e artigos enviados para a leitura durante esse período de greve, dois serão expostos aqui chamados "o homem indeciso" e "A Metologia sem Método", que serão discutidos e ilustra bem a carreira de professores e futuros professores:








Acadêmicos do PIBID de Biologia marcando presença em eventos durante a greve


04/03/2015 - Cine-Greve: Grão de Areia, ocorreu no PDE, no qual passou um documentário sobre uma grande greve passada que tinha muitas similaridades com essa e que afetava professores da rede estadual de ensino, produzido pelos acadêmicos de Jornalismo.

01/05/2015 - Evento que ocorreu na Vicente Machado em protesto ao Massacre ocorrido no dia 29 de abril, ao final da passeata os alunos, professores e simpatizantes dos ideais que haviam se organizado no parque ambiental, se posicionaram em frente a igreja dos polacos como forma de repudio.

18/05/2015 - Transmissão da videoconferência sobre a discussão do documento preliminar, do governo federal, intitulado “Pátria Educadora”, promovida pela Faculdade de Educação da Unicamp.


21/05/2015 - Debate "Mídia x Movimentos Sociais: a cobertura jornalística da greve dos servidores do Paraná", promovido pelos professores de Jornalismo da UEPG e Comando de Greve. O evento ocorreu no Parque Ambiental.




21/05/2015 - Painel sobre "Os impactos de 29 de abril para educação pública no Paraná". O debate ocorreu no Grande Auditório da UEPG central, a mesa foi composta pelos professores: Profa. Dra. Maria Antônia de Souza, Profa. Dra. Gisele Masson, Prof. Dr.Luis Fernando Cerri, Prof. MSc. Regis Clemente Costa. Apresentação: Prof. Dr. Érico Ribas Machado.



25/05/15 - Reunião PIBID. A coordenação do PIBID/UEPG realizou um encontro com: licenciandos, supervisores e coordenadores para socializar informações relativas ao Programa. Dentre as questões estavam: encaminhamentos gerais sobre o trabalho a ser desenvolvido no PIBID e num segundo momento a professora Gisele Masson, vice-presidente do SINDUEPG, fez uma análise de conjuntura traçando um panorama sobre o quadro geral da greve dos professores no Estado do Paraná. A reunião foi ministrada pela Prof.ª Maria Odete V. Tenreiro e ocorreu no PDE.



27/05/2015 - Sessão de pré-estreia do documentário "Massacre 29 de abril: ataque do Governo do Paraná aos professores". A produção é do projeto de extensão do curso de Jornalismo da UEPG Lente Quente, em parceria com Agência de Jornalismo da UEPG, TV Comunitária de Ponta Grossa, Sinduepg. A pré-estreia ocorreu na sede do SINDUEPG e contou com a presença de docentes e acadêmicos.


Publicado e organizado por: Erick Parize

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